Francisco M. Galope

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  • Atendo aqui:
    maSage Spa
    Av. 5 de Outubro, nº 23 - 2º (Saldanha)
    1050-047 Lisboa

    Também me desloco ao domicílio, na zona de Lisboa

Quem sou?

Ao longo de três décadas como jornalista, acompanhei processos políticos e sociais complexos. Estive em cenários de conflito e catástrofe. Nesses contextos, comecei a interrogar-me sobre a forma como as experiências extremas se inscrevem nas pessoas.

Em dezembro de 2004, no sul do Sri Lanka, dois dias depois de um tsunami devastar uma parte significativa do Sul e do Sudeste Asiático, percorri as aldeias arrasadas ao longo de uma estrada costeira. Vi sobreviventes a vasculhar o no que restava das suas casas. O olhar fixo nos destroços e na lama, à procura de algo que ainda pudesse ser salvo, nem que fosse apenas uma memória. Havia uma tristeza concentrada naqueles olhares e gestos. Mas quando se apercebiam da presença da câmara do Bruno Rascão, o fotojornalista que me acompanhava, os rostos transformavam-se e, subitamente, e abriam-se num sorriso generoso.

Anos antes, já me deparara, com o mesmo contraste entre a devastação e a dignidade, fosse nos campos de refugiados do Sahara Ocidental, nos subúrbios devastados de Caracas ou na violência que antecedeu a independência de Timor-Leste, vi esse contraste entre a perda e a capacidade de resposta.

Vivenciar de perto o sofrimento humano, criou e, mim uma inquietação persistente. E com o tempo, comecei a perceber que o que observava no terreno não se esgotava no acontecimento nem na sua narrativa. Com efeito, o jornalismo permitia-me contar essas histórias. Mas, apesar de toda a empatia, não chegava para compreender plenamente como o esse sofrimento causado pelos acontecimentos se fixa no corpo, na postura, no olhar. Muito ajudava a minimizá-lo ou a confortar as pessoas.

Essa sensação de limite direcionou-me para outras formas de escuta. Assim, aconteceu que, paralelamente ao trabalho jornalístico, tenha iniciado formação em Shiatsu Namikoshi com Mitsuaru Tsuchiya sensei. Anos mais tarde, aprofundei o trabalho corporal através do Shiatsu Shin Tai com Kindy Kaur e, mais recentemente, aprendi com Mihael Mamychshvili uma abordagem sensível ao trauma. Pelo meio, concluí um diploma em Medicina Tradicional Chinesa, na Universidade de Medicina Chinesa de Lisboa, sob direção de Pedro Choy; e estudei hipnoterapia com Mário Rui Santos, que integro no com o trabalho de Shiatsu.

Interessa-me compreender como experiências intensas (individuais ou coletivas) se inscrevem no sistema nervoso e de que modo diferentes abordagens, somáticas e narrativas, podem facilitar processos de regulação e reorganização interna.

Atualmente, procuro articular as duas dimensões deste percurso: a investigação da experiência humana na esfera social e a escuta da sua inscrição corporal. Não vejo nelas uma rutura ou contradição, mas continuidade e integração.

Formação
  • Medicina Tradicional Chinesa
    Universidade de Medicina Chinesa (UMC), Lisboa, dirigida pelo Dr. Pedro Choy.
  • Shiatsu Namikoshi
    Associação Portuguesa de Shiatsu Seitai Therapy, com os Mitsuharu Tsuchiya Sensei e Maria José Duarte.
  • Shiatsu Terapêutico
    Espaço Amar, com Nuno Fernandes
  • Shiatsu Shin Tai – Vaso Governador
    Escola de Medicina Tradicional Chinesa, Lisboa, com Kindy Kaur.
  • Shiatsu Shin Tai –  Hara
    Shin Tai International, curso online com Saul Goodman.
  • Shiatsu e Trauma – reescrevendo a história da dor
    Neuropath Reset
    , com Mihael Mamychsvili
  • Hipnoterapia
    Grupo Português de Hipnose e Motivação –  Hypnos Portugal, com Mário Rui Santos.
    Uncommon Knowledge, com Mark Tyrrel
  • Aromaterapia
    Spa Training Academy, com Mark Perren-Jones

Terapias